A troca de comando ocorre após uma severa crise financeira enfrentada pela antiga concessionária, que acumulou prejuízos decorrentes do congelamento de tarifas, queda na demanda e furtos recorrentes de cabos. O encerramento do contrato é marcado por um histórico de reclamações dos usuários sobre o sucateamento das composições, atrasos e falta de estrutura: das 104 estações ativas, apenas 23 são consideradas acessíveis e apenas 40% das escadas rolantes funcionam na rede.
Para tentar reverter o cenário de abandono, o Governo do Estado implementará um novo modelo de contrato de permissão com duração de cinco anos. A principal mudança regulatória está na remuneração do consórcio, que deixará de depender do número de passageiros transportados e passará a receber por quilômetro rodado, garantindo mais previsibilidade e cobrança por metas de circulação.
A promessa da Nova Via Mobilidade é aplicar R$ 600 milhões em investimentos de curto e médio prazo para a modernização da sinalização, reforma de banheiros e recuperação da frota. Para garantir que o serviço não sofra interrupções abruptas, o processo contará com uma fase de transição assistida de 90 dias, com equipes de ambas as empresas atuando em conjunto nas plataformas e centros de controle.
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