NILÓPOLIS — Em um cenário nacional onde o feminicídio ainda apresenta índices alarmantes, a Casa da Mulher Nilopolitana reafirma seu papel estratégico no suporte a vítimas de violência doméstica. No último ano, a unidade atendeu 212 mulheres, oferecendo uma estrutura que vai além do auxílio jurídico, focando no resgate da saúde mental como primeiro passo para a emancipação.
O Pilar Psicológico e a Emancipação A maioria dos atendimentos realizados envolve violência psicológica e moral. Segundo a psicóloga Rosane Vidiello, que atua há nove anos na unidade, o acompanhamento clínico é fundamental para que a vítima reconstrua sua identidade fragmentada pelo abuso.
Autonomia: O tratamento visa devolver à mulher a consciência de seus direitos e a segurança para seguir sua caminhada;
Depoimentos Reais: Relatos como os de Janaína Costa e Graziela Suelen mostram que a terapia é o diferencial para que sobreviventes consigam voltar ao mercado de trabalho e enfrentar processos de separação.
Rede de Apoio e Capacitação Para garantir que o fortalecimento emocional se transforme em independência real, a Casa oferece:
Geração de Renda: Oficinas de corte e costura, crochê e estética;
Parceria Jurídica: Apoio da OAB Mulher Nilópolis, presidida por Gisele Tompson, que fiscaliza o atendimento público e orienta sobre medidas protetivas;
Saúde Mental: Integração com o CVV (Ligue 188) para prevenção ao suicídio e suporte em crises agudas.






