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terça-feira, 29 de junho de 2021

Plataforma lança, em parceria com Banco Central, cursos sobre finanças pessoais


Em parceria com o Banco Central (BC), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Rio de Janeiro está lançando cursos on-line e gratuitos sobre finanças. O objetivo é ajudar os participantes a administrarem melhor o próprio dinheiro. Para participar, é preciso fazer um cadastro no site www.capacita.coop.br/sescoop/courses.

Por meio do "Eu e meu dinheiro", os interessados podem refletir sobre o uso do crédito, organização do orçamento familiar e importância de poupar recursos. Já o curso "Gestão de finanças pessoais" aborda noções de poupança e investimento, consumo planejado e consciente e endividamento.

Além disso, a plataforma também oferece cursos na área de Inovação. Nesse campo, estão disponíveis aulas sobre "Métodos ágeis", "Design thinking", "Neurociência do consumo" e "Transformação digital", entre outros.

“As programações visam transmitir conteúdos práticos, concisos, porém muito relevantes, que podem ser aplicados de forma imediata pelo participante, melhorando seu desempenho nos campos pessoal e profissional”, afirma Vinicius Mesquita, presidente do Sescoop/RJ.

Conteúdo das programações

Eu e meu dinheiro (carga horária de 10 horas) – traz discussões, por meio de histórias ficcionais em vídeos, de temas como orçamento familiar, uso de crédito, a importância de poupar e consumo consciente. Capacita ainda para o compartilhamento das informações em grupos de discussão, permitindo a multiplicação dos conhecimentos obtidos.

Gestão de finanças pessoais (20 horas) – traz informações e ferramentas para gerir as finanças pessoais. Por meio de vídeos de animação que retratam situações cotidianas de uma família, ensina a relação com o dinheiro, o orçamento pessoal ou familiar, o consumo de serviços financeiros e, ainda, noções de poupança e investimento; crédito e endividamento; prevenção e proteção; e consumo planejado e consciente.

Gestão do tempo (4 horas) – aborda temas como boas práticas em reuniões, delegação e proatividade, autonomia, autogestão e produtividade, entre outros.

Liderança cooperativista (5 horas) – ensina como vincular os comportamentos da sua liderança aos princípios cooperativistas. Entre os temas que serão abordados estão engajamento da equipe; liderança educadora; diversidade e inclusão; feedback e comunicação não-violenta, entre outros.

Vendas consultivas (5 horas) – trata de assuntos como o papel do vendedor e a transformação a consultor de vendas; ferramentas e métodos para a melhoria da performance em vendas; e a conexão do cooperativismo no fomento a negócios sustentáveis.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Banco Central autoriza pagamentos através do WhatsApp

 

O Banco Central autorizou nesta terça-feira, 30, o funcionamento de recursos que permitem pagamentos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O Facebook, dono do app, foi aprovado como um "iniciador de pagamentos", de maneira que os usuários do mensageiro poderão transferir recursos entre si.

Em nota, o BC informou ainda que foram concedidas autorizações para dois arranjos classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa e pela Mastercard.

"Esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensagens instantâneas do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários", diz o BC em nota divulgada nesta terça.

O BC esclarece que as autorizações não incluem os pleitos da Visa e Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise. "O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos", acrescenta.

Em nota enviada à imprensa, o WhatsApp disse que recebe com satisfação a aprovação do BC. "Agora, mais do que nunca, pagamentos digitais seguros e convenientes oferecem uma solução vital para transferir dinheiro rapidamente para pessoas que necessitam e auxiliar empresas em sua recuperação econômica. Compartilharemos mais informações assim que a função de pagamentos estiver disponível no WhatsApp", disse a empresa.

O WhatsApp lançou em 15 junho do ano passado um serviço de envio e recebimento de dinheiro no Brasil, mas uma semana depois teve o serviço suspenso pelo BC, sob a justificativa de que era preciso avaliar questões de competição e privacidade. Desde então, o BC vinha analisando o pleito e as regras para funcionamento.

Ontem, no evento virtual "Encontro Daycoval - Perspectivas Econômicas e de Investimentos para o Brasil 2021", que teve o apoio do Broadcast e do Estadão, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou o casamento entre mídias sociais e serviços de finanças, sem citar diretamente o andamento do pedido do WhatsApp.

"Há um movimento de uso de mensagens por meio do Pix (o novo sistema de pagamento criado pelo BC). A sociedade usou sistema de pagamentos como mensagens porque tem demanda por misturar esses serviços", completou. Ele também falou da preocupação com os casos recentes de vazamento de dados pessoais no Brasil. "Não podemos criar ambiente de tecnologia sem cibersegurança bem feita", disse.

Sinais para o mercado
Para Guilherme Horn, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs, a sinalização do BC foi importante no sentido do fomento à inovação. "É um fomento à competitividade. Também acaba com o argumento de que o BC bloqueou para não concorrer com o Pix", diz Horn. "O BC queria se certificar de algumas questões de segurança e de acesso. Agora, liberou. É muito positivo para o mercado"

Já Adrian Cernev, professor do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), ressalta que, caso o Banco Central não tivesse atuado no ano passado, "o mercado de fintechs poderia ter implodido" se o WhatsApp entrasse no país em um sistema fechado de pagamentos financeiros, dado o alcance do aplicativo de mensagens no País diante da escala de empresas menores do mercado.

Agora, ao atuar como iniciador de pagamentos dentro do Pix (modalidade de pagamentos instantâneos lançada pelo BC em 2020), é possível enviar uma transferência do WhatsApp e receber o valor na conta de uma fintech ou de um grande banco, preservando a concorrência. "Apesar de o WhatsApp ter força de rede imensa (alcance entre usuários), o BC preservou a interoperabilidade do sistemas. Se não fosse feito isso, teríamos um mercado mais ogolipolizado entre bancos e WhatsApp, o que não vai ser o caso "

Outro ponto levantado pelo professor é a oportunidade de desbancarização que o WhatsApp traz. "Muita gente tem celular e tem o ‘zapzap’, mas não tem conta no banco. O aplicativo tem potencial para ser um instrumento para essa inclusão financeira", afirma.

Via Estadão Conteúdo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Banco Central pode aprovar WhatsApp como um "iniciador de pagamentos"

 

O WhatsApp afirmou que conversa com o Banco Central para ser aprovado como um "iniciador de pagamentos" para habilitar o seu sistema de transações financeiras no aplicativo. Esse modelo de instituição é nova, anunciada pelo BC em outubro de 2020.

"O WhatsApp está conversando regularmente com o Banco Central para ter a aprovação como iniciador de pagamentos para transferências entre pessoas. Também tem trabalhado para restaurar os pagamentos no WhatsApp para todos no Brasil o mais rápido possível", afirmou a companhia em comunicado ao G1 nesta segunda-feira (15).

O envio e recebimento de dinheiro pelo WhatsApp foi anunciado em junho de passado, com o Brasil sendo um dos primeiros países a testar a opção.

Alguns dias depois do anúncio, no entanto, Banco Central e Cade barraram a funcionalidade, afirmando que precisavam avaliar riscos concorrenciais e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Iniciador de pagamentos
Em serviços indicados como "iniciadores de pagamentos", o consumidor dá uma ordem para que a instituição em que é correntista realize o pagamento diretamente ao lojista, sem a necessidade de acessar o aplicativo, com débito em sua conta de depósito ou de pagamento. Ou seja, intermediários, como cartão de crédito, são eliminados.

Um exemplo dado pelo BC é o de pedido de comida por aplicativo. Em uma operação tradicional, o cliente teria de pagar pelo próprio app ou utilizar o cartão ao receber o pedido.

Com a nova modalidade, o aplicativo pode conectar o consumidor a um único iniciador de transação de pagamento e ele poderá solicitar à instituição financeira que transfira o recurso diretamente para a conta do restaurante.

Na ocasião, em novembro de 2020, o BC defendeu que a nova instituição permiti a ampliação da abrangência do open banking e informou que, pelo baixo risco associado à atividade de iniciação de pagamento, a instituição que prestar serviço exclusivamente nessa modalidade terá um processo de autorização para funcionamento próprio e mais rápido.

O BC disse ainda que qualquer instituição iniciadora de transação de pagamento pode comandar uma transação do PIX — sistema de pagamentos instantâneos que começou a funcionar em novembro — em qualquer instituição detentora de conta de depósito ou de pagamento.

Via G1